Anoitece.
A lua minha companheira de lagrimas
Surge, suave, branca e bela e como sempre
Traz a lembrança de noites tão singelas
E me martela com uma emoção tão secreta.
Amanhece.
E outra vez
Meu leão me espera.
Na porta de minha choupana
Mais de dezesseis mortos,
Dentre eles o carteiro.
"Quem derrama o leite vai no ensopado de carneiro"
Já dizia minha avó ao alimentar sua quimera.
Entardece.
Macabro, mais ainda assim é meu preferido.
Marco minhas garras na pele do cordeiro
Tiro meus fardos e jogo pro olheiro
Pois nas minhas costas estarão as masmorras
E apenas isso importará agora.
Novamente anoitece.
E meu dia acaba ou começa?
De novo essa velha promessa.
Vou embora e a hora que mais se apressa.
Amanhã, meu dia começa, e ao dormir minha mente viaja por outras mentes
Afinal eu sou o Lobo o criador de sonhos.
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