sábado, 13 de novembro de 2010

Medo

Aquele que vem a tona.
Mata de gota em gota. Dose alta de testosterona.
Tablete veneno que derrete a boca.

Medo de morte?
Sou bravo, sou forte.
Medo da perda?
Sou como um arco que entesa

Aquele que sofre , do medo, da morte,
Tende a morrer
Aquele que morre com medo da perda,
Tende a perder

Sou fraco, sou nada ?
Mais com as palavras exatas
O medo da morte eu sei evitar

Mais assim como o sol,
Um dia meu Si Bemol,
Vai se esgotar

É certa a perda,
E a palavra que a anuncia vem com certeza,
Com força e me derrubará,
Como o puro clorofórmio prezo a mãe natureza.

Entre Cobras e Devaneios

Amor, serpente do mar Serpente vulgar, que o veneno em mi faz-se vicioso
Serpente me mata em delicados toques de ilusão
Serpente não tens o direito do coração
Mais serpente, caso foste tu um caso der repente
Como poderei controlar a emoção?
Serpente é fria, serpente é rígida, serpente é pratica,
Serpente é simples, serpente é tática.

Serpentes são mágicas, são pétalas de sonhos
Serpentes manipulam mentes.
São essas serpentes que me prendem,
São serpentes que são vivas,
Mais serpentes dão medo, são ilusionistas e prestativas
Serpentes mudam de faces, serpentes mudam de pele
Renovam-se, se curam e mais
É sempre com serpentes que vais.

Teus olhos são mais que brilho,
São olhos de serpentes,
São olhos que me chamam,
Seus meios serpente dizem que me amam.