sábado, 13 de novembro de 2010

Medo

Aquele que vem a tona.
Mata de gota em gota. Dose alta de testosterona.
Tablete veneno que derrete a boca.

Medo de morte?
Sou bravo, sou forte.
Medo da perda?
Sou como um arco que entesa

Aquele que sofre , do medo, da morte,
Tende a morrer
Aquele que morre com medo da perda,
Tende a perder

Sou fraco, sou nada ?
Mais com as palavras exatas
O medo da morte eu sei evitar

Mais assim como o sol,
Um dia meu Si Bemol,
Vai se esgotar

É certa a perda,
E a palavra que a anuncia vem com certeza,
Com força e me derrubará,
Como o puro clorofórmio prezo a mãe natureza.

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